De cima do prédio
O vento estava muito forte até no chão. Ainda mais forte ali no topo do prédio. Mais ainda, no topo do guindaste do topo do prédio. E o pedreiro subia o último lance de escada pra chegar na cabine do guindaste, quando desequilibrou e começou a cair. Ia caindo, caindo, o vento foi levando ele longe. Começou a cair mais horizontalmente que verticalmente. Caia, caia sempre pro lado. Ficou caindo até chegar na praia, que era uns 100km longe do prédio onde ele trabalhava. Aí caiu no meio do mar, não sofreu nenhum arranhão. Pena que não sabia nadar. Ia contar a história melhor que eu.

2 Comments:
ai tava com saudades desses textos!! ri ri ri
essa mistura de onirismo, e quase poético da salvação divina fascinou-me , mas o q achei mais fantástico foi a pitada de sadismo no final
gostaria de pedir permissão para fazer um desenho sobre esse conto...
se puder manda um email
abraço
Tiago Lourenço
tiagocl1979@gmail.com
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