Friday, June 12, 2009
Saturday, June 06, 2009
Wednesday, April 29, 2009
O que vem depois?
O que vem depois que a gente morre? Será que fica tudo preto de repente e acaba e pronto? Ou será que a gente vai poder virar fantasma e ver todas as mina tomando banho e se masturbando sem ser visto e entrar nos vestiários femininos e nos ensaios de foto da sexy e nas gravações de filme pornô e poder voar e atravessar parede... e ver os parentes e amigos chorando sua falta e o bichinho de estimação te procurando e sua casa sendo demolida e um monte de coisa legal acontecendo que só faz sentido participar se se está vivo. Ou o pássaro totó vem buscar e levar pra montanha mais alta pra comer carne podre e beber sangue? Se é pra ter fé em alguma coisa baseada em um mistério, acho legal a parte de ganhar poderes sobrenaturais depois que se morre. Mas morrer deve ser um saco...
Sunday, April 05, 2009
Novo lançamento
A indústria XTO acaba de criar a câmera de publicação automática. É uma câmera fotográfica/filmadora que tem uma pequena memória interna que serve apenas para armazenar momentâneamente as imagens captadas. Assim que armazenadas, elas são imediatamente transferidas para um repositório na internet, via transmissão por celular, que o dono da câmera configura quando ela é ligada pela primeira vez. Uma alavanca no lado do aparelho permite que as imagens sejam imediatamente publicadas para serem vistas por todos ou apenas sejam encaminhadas para o diretório online, acessível só para o dono da câmera com login e senha. O serviço é vinculado a operadoras de telefonia celular por causa da transmissão de dados e os custos com essa transmissão vem na conta telefônica. Vários serviços de publicação de imagem e vídeo da internet já permitem que a câmera interaja com eles. Compre agora mesmo a sua.
Friday, February 06, 2009
O mesmo tempo de novo
É que uma vez ouvi falar que as atividades repetidas são gravadas e usadas de novo no cérebro, então se todo dia se faz alguma coisa, aquela coisa nem é considerada como merecedora de um espaço no tempo mais. Então parece que o tempo passou mais depressa, mas na verdade é que ele não foi considerado durante a feitura da mesma tarefa repetida. Isso acontece quando se faz sempre o mesmo caminho pra ir a algum lugar, ou se trabalha numa linha de montagem, ou se tem que atravessar a mesma piscina trocentas vezes. Por isso comecei a usar um tênis 2 números menores pra considerar todo o tempo que eu passo andando. E também ando com a cueca cheia de alfinetes, que me cobram toda hora a atenção. E ando ouvindo um som muito alto que até me deixa tonto, que é pra eu perceber quanto tempo aquilo está ali. Também deixei de almoçar, pra ficar bastante tempo com fome - na hora do almoço, só tomo uma dose grande de conhaque pra dar uma acordade e aumentar minha capacidade de sentir que o tempo está passando. O conhaque também muda a percepção das dores causadas por essas decisões radicais. O problema é que já estou acostumando a tudo isso, o que fazer então? Meu cérebro já está repetindo as dores, os passos, a fome. Vou tentar me dar sensações agradáveis então. Vou comprar um tênis Mike no número certo, vou comer sempre no Eco, fartamente. E vou usar cuecas confortáveis de seda. Arranjar uma mulher bem gostosa e legal e inteligente e depois destruir tudo isso pra poder perceber o tempo passando. Que saco...
Friday, December 12, 2008
Parabéns aos organizadores
Há uma cena num filme (A festa nunca termina) que conta que a determinada altura da história da balada as pessoas aplaudiram o DJ. O DJ, tirando todas as possibilidades de mixagem mirabolantes que ele pode fazer, ainda mais naquela época meio distante, era mais considerado um organizador de músicas. Ele não era um músico, era um disponibilizador de músicas - de informação. Lembrei dessa história ao ver pessoas agradecendo a um cara que disponibilizou uma música do Frank Zappa no YouTube. As pessoas estavam parabenizando o rapaz que ofereceu essa música ao mundo conectado. O rapaz provavelmente não é músico, mas estava sendo ovacionado pela oportunidade que ofereceu. Muitas vezes, é mais importante que a informação o veículo que a propaga. Mais importante que o artista, o propagador. Tá bom, vai, o propagador não precisaria existir sem o artista; mas avalio a importância de um ou de outro pensando nos extremos: um artista medíocre com um grande veículo de propagação de sua arte versus um artista excepcional com uma propagação ruim de seu trabalho. E é importante a divulgação? Um trabalho de arte pode existir num canto esquecido e escuro de um quartinho úmido, mas aí nem considero arte. Porque não conheço.
Friday, November 07, 2008
Só pra eu mesmo lembrar
As obras visuais discursivas podem ter afinidades poéticas que podem ser comparadas às figuras de linguagem da literatura, como a metonímia, metáfora, etc. Como diz o título do post, só pra eu mesmo lembrar... E Nuno Ramos (com Arrigo Barnabé) fala disso em http://www.radarcultura.com.br/node/28196
E agora uma historinha...
Um dia, morrendo de fome, Nabor pediu uma grana à sua vizinha, que lhe fez um cheque. Os bancos estavam fechados e a fome era urgente; então Nabor pediu que sua vizinha trocasse o cheque por dinheiro. Ela trocou, mas não na moeda local. E perguntou quando poderia depositar o cheque. Mas Nabor precisava de dinheiro para viajar até o local onde aquele dinheiro valia, e pediu que sua vizinha lhe desse mais dinheiro. Claro que ela negou, Nabor estava muito folgado. Era resultado da fome isso, ele não costumava ser assim. Tinha uma educação muito formal, era polido. Então Nabor tentou ir caminhando até o país vizinho, onde o dinheiro que sua vizinha lhe dera era válido. Mas no meio do caminho morreu de fome, sendo devorados por urubus carniceiros, que nem estavam com tanta fome assim.
E agora uma historinha...
Um dia, morrendo de fome, Nabor pediu uma grana à sua vizinha, que lhe fez um cheque. Os bancos estavam fechados e a fome era urgente; então Nabor pediu que sua vizinha trocasse o cheque por dinheiro. Ela trocou, mas não na moeda local. E perguntou quando poderia depositar o cheque. Mas Nabor precisava de dinheiro para viajar até o local onde aquele dinheiro valia, e pediu que sua vizinha lhe desse mais dinheiro. Claro que ela negou, Nabor estava muito folgado. Era resultado da fome isso, ele não costumava ser assim. Tinha uma educação muito formal, era polido. Então Nabor tentou ir caminhando até o país vizinho, onde o dinheiro que sua vizinha lhe dera era válido. Mas no meio do caminho morreu de fome, sendo devorados por urubus carniceiros, que nem estavam com tanta fome assim.


